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Notícias 

27, Setembro 2012

Grupo Lena apresenta Resultados superiores a 8,5 milhões no primeiro semestre

O Grupo Lena apresentou, no primeiro semestre, um Volume de Negócios próximo dos 300 milhões e um Resultado Líquido de 8,5 milhões de euros, invertendo a tendência do ano anterior. A destacar ainda o crescimento do EBITDA para os 44 milhões e uma margem EBITDA de 14,6%, bem acima dos 8% registados em período homólogo do ano passado. As áreas core, de Construção e Ambiente & Energia, faturaram 269 milhões e apresentaram 18 milhões de Resultados Líquidos nos primeiros seis meses de 2012.

Apesar da desaceleração da atividade em Portugal, o Grupo Lena viu a sua aposta na internacionalização recompensada representando o mercado internacional 35% do Volume de Negócios mas 60% do EBITDA.

O valor da carteira de obras consolidou-se nos 3.700 milhões de euros, dos quais 96% na área internacional. A estabilidade da carteira garante ao Grupo Lena atividade para quatro anos, principalmente em países emergentes com um forte crescimento da economia e do investimento em infraestruturas básicas.

O principal mercado é o da América do Sul (Brasil e Venezuela), onde o Grupo Lena obteve uma facturação superior a 63 milhões no primeiro semestre, crescendo também na margem EBITDA e no Resultado Líquido. De destacar o projeto em curso “Gran Misión Vivienda Venezuela” para a construção de 12.512 apartamentos até 2014, com um valor global de 1.000 milhões de dólares.

África é igualmente um mercado em forte consolidação e expansão, com mais de 641 milhões de carteira oriunda principalmente de Angola e Argélia. De destacar a construção de 225 km de estrada entre Lucusse e Moxico, em Angola, iniciada nos primeiros meses de 2012.

A contribuir para estes resultados temos, do lado dos custos, 15 milhões de otimização de estrutura comparativamente a Junho de 2011, resultado do plano de reestruturação que tem vindo a ser implementado desde 2010.

Com core business nas áreas da construção, ambiente e energia, o Grupo Lena opera ainda em sectores como a indústria, serviços, imobiliária, automóveis, turismo e comunicação, estando presente em Angola, Argélia, Brasil, Bulgária, Espanha, Moçambique, Marrocos, Roménia e Venezuela.

10, Setembro 2012

Grupo Lena conclui fábrica de painéis pré-fabricados na Venezuela

Grupo Lena conclui fábrica de painéis pré-fabricados na Venezuela
O Governo da Venezuela inaugurou este domingo a primeira de duas fábricas de painéis pré-fabricados, a cargo do Grupo Lena, o que permitirá a este grupo construir 14 apartamentos por dia. A inauguração foi presidida pelo vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, onde se fez acompanhar pelo ministro venezuelano da Habitação, Ricardo Molina, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, o secretário de Economia de Portugal, Almeida Henriques, entre outros.

Esta fábrica está equipada com a mais recente tecnologia que permite a produção de painéis de concreto, reforçado com aço, afirmou o Ministro da Habitação Ricardo Molina. Esclareceu ainda que, os painéis incorporam no betão as instalações internas e, uma vez fabricados, seguem para a obra para serem montados, estando já preparados para os acabamentos.

Atualmente, a fábrica apoiará a construção do complexo habitacional Ciudad Zamora, em Cúa, a 60 km de Caracas, onde trabalham 70 trabalhadores portugueses e 400 trabalhadores venezuelanos.

Esta primeira fábrica faz parte dos acordos de cooperação bilateral assinados entre a Venezuela e Portugal. O Grupo Lena prevê a construção de 50 mil apartamentos, no âmbito do projecto “Gran Misión Vivienda Venezuela” levado a cabo pelo Governo venezuelano.

"Iniciámos, em maio do ano passado, a construção de uma parte desse contrato, 12 500 casas e duas fábricas que vão, no fundo, dar sequência ao nosso processo produtivo que tem a ver com a produção das habitações através de panéis pré-fabricados", declarou Joaquim Paulo Conceição, CEO do Grupo Lena. E adiciona que "não é meramente um projeto de construção de moradias, mas também de transferência de tecnologia", uma vez que o Grupo Lena vai "fazer estas duas fábricas, investir na formação das pessoas da Venezuela para as pôr a produzir e depois, no final do contrato com o grupo português, que é a três anos, as mesmas revertem para o Governo da Venezuela". 
O contrato inicial "previa que os pré-esforçados viessem de Portugal de barco", mas foi feita uma alteração para fazer a produção na Venezuela, transferindo tecnologia e acelerando muito o processo de construção.

O CEO do Grupo Lena disse ainda ter a expetativa de assinar "mais um contrato que complemente as 12 500 com mais pelo menos outras 12 500", uma vez que o contrato total da empresa "é de 50 mil". Frisou ainda que o valor de "cada tranche de 12 500 casas" é de "mil milhões de dólares aproximadamente" (cerca de 782 milhões de euros) e destacou a importância da Venezuela e dos esforços de Portugal para aproximar ambos mercados.

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